"A distância não nós separa de quem amamos, ensina a valoriza - lós."
~ Aeroporto ~
- Eu vou sentir sua falta. –
Alice choramingou no peito de Pedro –
- Eu também minha branquinha,
mas nós iremos nos ver logo certo? – Pedro beijou a testa de ela –
- É, iremos. – ela se
aconchegou nele. Quando ele não estava olhando, ela olhou pra cima e viu
lágrimas caindo – Vai ficar tudo bem – ela acariciou o cabelo dele –
- Eu te prometo. – ele sorriu
para ela –
- Eu te amo Pedro, não esqueça
nunca disso. – ela encaminhou-se até o portão de embarque-
- Eu também branquinha! – ele
gritou sorridente –
~ Sala de espera ~
- Promete que você vai ignorar
todas as nova yorkinas? – Carla arqueou a sobrancelha –
- Eu prometo, mamãe. – Tomás
zombou –
- Tomás! – ela fez beicinho –
- O.k, eu não vou ligar pra
nenhuma menina porque a única que eu quero é você tá? – ele a beijou –
- Own, eu te amo tá? – ela
beijou a bochecha dele –
- Eu sei, não precisa tá
dizendo. – ele riu –
- Mas eu queria te dizer. –
Carla fez beicinho –
- Tá Carlinha, me desculpa tá?
– ele beijou a testa dela –
- Tá, eu desculpo seu idiota. –
ela bateu no ombro dele que riu –
- Eu não sou idiota, alias eu
sou seu idiota – Tomás disse malicioso – Só seu. – ele a beijou -
Uma voz anunciou que já estava
na hora. E Tomás beijou a testa de Carla, ele seguiu sem dizer nada e apenas
uma vez olhou para trás no exato momento Carla estava limpando as lágrimas.
- EU TE AMO! – ela gritou, mas
não obteve resposta ele apenas sorriu –
~ Chegada da Alice em Paris ~
Alice chegou ao grande prédio
que de tão grande a deixava tonta. Ela olhou para o topo, e quando olhou
novamente para a sua frente deu de cara com uma menina.
- Olá. – a menina tinha um tom
de voz doce e gentil – Bem vinda perdedora.
- Obrigada. – Alice disse
corando e ao mesmo tempo confusa –
- Por nada. – a menina jogou
seus longos cabelos –
A menina usava roupas pretas na
verdade um short, sneakers, uma blusa com uma caveira e uma jaqueta de couro
com tachas.
- Roupa legal.. – Alice elogiou
sorrindo de canto –
- Roupa estranha. – a outra
respondeu – Muito rosa. – ela revirou os olhos -
- Eu só estou usando um batom!
– Alice disse dando de ombros –
- Mesmo assim. – a garota
suspirou – Eu gosto de moda, e quero que as pessoas acreditem que moda não é só
roupas feias e esdrúxulas e rosa. Moda é cada um que cria. – ela disse olhando
pra o nada –
- Por que me disse isso? –
Alice disse confusa –
- Porque você quer saber o que
estou fazendo aqui. – ela disse dando de ombros – Ah, e eu me chamo Lia.
- Uh, belo nome. – Alice
elogiou sorrindo –
- Ah cala a boca.. vamos logo.
– Lia abriu a porta do quarto e Alice bateu palminhas –
- Você é retardada? – Lia
perguntou com a sobrancelha arqueada –
- É LINDO! – Alice gritou e se
jogou na cama –
- Ó patricinha sua cama é a
outra. – Lia apontou com o queixo para a cama perto da janela -
- Oh, também é lindo. – Alice
foi à outra cama e deu um sorrisinho. Ela olhou para janela, e suspirou já
estava começando a sentir saudades... –
~ Enquanto isso ~
Roberta estava no apartamento.
Era pequeno, mas tinha espaço suficiente para ela e Diego que haviam decidido
dividir o apartamento.
- Estou com fome. – ela disse
deitando a cabeça no ombro dele –
- A gente pode pedir uma
pizza... – ele deu de ombros e estendeu a mão para pegar o telefone –
- É boa ideia. – ela deu de
ombros e ele virou-se para ela –
- O que foi? – Diego colocou o
rosto de Roberta entre suas mãos –
- Melancolia, tédio... –
Roberta suspirou cansada – Imaginei que as coisas estariam melhores.
- Estão ruins? – Diego parecia
assustado –
- Não é isso, eu fico pensando
que isso não vai dar certo. – Roberta confessou –
- Isso...o nosso namoro? –
Diego enlaçou sua mão na de Roberta –
- Claro que não. – Roberta deu
um selinho em Diego – Isso a vida de adulto. Eu sempre achei que estaria
pronta, mas estou ficando maluca só de pensar em ir para a faculdade. – ela
suspirou – mas tenho que estar pronta.
- Psiu olhos lindo, eu te amo e
você está mais pronta do qualquer um. – ele beijou a testa dela sorridente –
- Eu tenho medo de não ser boa
o bastante...de estar fazendo algo que não devo. – Roberta se aconchegou nos
braços do garoto –
- Você é boa o bastante, para
mim. – ele beijou a bochecha dela –
- Só pra você mesmo. – Roberta
se aconchegou no peito dele e sorriu –
- Você é boa o bastante, e um
monte de gente acha isso. Então para tá? – ele beijou a bochecha dela que corou
e riu –
- Tá parei. – ela riu –
- Eu te amo olhos lindos. –
Diego a beijou delicadamente –
- Eu também. – ela o abraçou –
~ Enquanto isso – New York ~
Tomás suspirou ao entrar no
quarto. O quarto deveria ser menor que um ovo, tinha apenas uma cama e um
banheiro. As coisas estavam espalhadas e havia um violão, um Macbook e
sneakers.
- Alguém aqui? – ele arqueou a
sobrancelha e uma menina saiu do banheiro de toalha –
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – ela
gritou e o mesmo fechou os olhos – Quem é você?
- O dono do quarto. – ele disse
como se fosse obvio –
- A dona do quarto sou eu. – a
menina rebateu –
- Eu sou Tomás talvez você não
saiba, mas eu sou o dono do quarto. – ele deu de ombros dando um sorriso
vitorioso –
- Sou Manu, A
DONA do quarto. – ela deu ênfase –
- Oh desculpe. Eu não sabia que
ia dividir o meu quarto com uma menina – o garoto rebateu –
- Qual o problema? – Manu pegou
uma blusa e entrou no banheiro –
- Eu não sabia que iria dividir
o quarto com você só isso. – ele sentou-se na cama –
- Uh, você é homossexual? –
Manu saiu do banheiro vestida em uma camisa de mangas com o símbolo da banda
Nirvana e um short curtinho –
- Não. Tá maluca, garota? –
Tomás franziu o cenho –
- Você tem preconceito? – Manu
rebateu –
- Claro que não maluca.. – o
garoto deu de ombros –
- Eu acho que gostei de você. –
ela sorriu para ele. Só que ele não sabia que o gostar queria dizer ‘me
apaixonei’ –
~ Enquanto isso ~
Pedro estava no quarto. Beth
entrou em seu quarto com um cesto cheio de roupas sujas, e viu que o filho não
estava muito bem.
- O que foi, filho? – a mulher
sentou-se na cama ao lado do filho –
- Não foi nada. É só que eu não
consegui passar – Pedro suspirou cansado –
- Oh meu filho, isso não é
nada. Você é inteligente, ano que vem tenta de novo. – Beth acariciou os
cabelos negros do filho –
- Não é isso. Eu estou
decepcionado comigo, todos têm um futuro só eu que não. – Pedro resmungou –
- Claro que tem. Você poderia
arranjar um emprego por enquanto, estudar bastante e tentar de novo. Ficar ai
deitado e deprimido não adianta nada! – Beth beijou os cabelos do filho –
- Adianta pelo menos eu não vou
fracassar de novo. – ele riu sem humor –
- Vai Pedro levanta dai. – Beth
os puxou –
- Eu não quero. – o menino
suspirou –
- Mas a vida não é questão de
querer, é questão de dever. Então levanta! – Pedro suspirou e levantou-se –
- Ficar parado é melhor.. – ele
sentou-se –
- É melhor, mas não adianta de
nada. Então levanta! – Beth bateu no ombro do filho –
- Tá. – ele levantou. Foi para
o banheiro, tomou um banho e sentiu-se renovado –
[...]
Todos estavam seguindo novos
rumos.. Mas e a banda? E o sonho? E o amor? ...

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