“Doloroso mesmo é o fim. Cada um se vira e segue seu caminho e mais dolorosa ainda é aquela sensação de que tudo podia ter sido diferente.”
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Carla estava terminando de
guardar suas roupas no armário quando encontrou uma foto sua com Tomás, as
lágrimas começaram a cair.
- Eu
sinto sua falta. – ela sussurrou para ela mesma –
- Está
tudo bem? – um menino com jeito sexy entrou –
- Oh sim. – ela limpou as
lágrimas rapidamente e sorriu –
- Sou Caio. – ele estendeu a
mão para ela –
- Sou Carla. – ela sorriu para
ele –
- Quem foi o idiota que te fez chorar? – Caio
perguntou cruzando os braços –
- Na verdade, eu estou chorando
de saudades dele que teve que ir embora. – Carla respondeu limpando as lágrimas
com as costas da mão –
- Uhm, ele não é tão idiota
assim.. – Caio riu –
- Ele não é idiota. – Carla
retrucou revirando os olhos –
- Tá, tudo bem. – ele suspirou
–
- Eu sinto muito se estou sendo
grosseira. – Carla tocou o ombro do garoto que recuou –
- Não está sendo, pode ficar
tranquila. – ele sorriu de canto –
- Obrigada Caio. – ela limpou
as lágrimas e sorriu –
- De nada, Carla. – ele riu
zombando dela – Então, quer um milk-shake.. eu pago! – ele sorriu firme –
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- É acho que seria uma boa. –
ela sorriu de canto –
- Então, você tinha uma banda?
– Lia perguntou enquanto tomava um gole de seu expresso-
- Claro, mas depois que viemos
pra cá não sei como vai ficar... – Alice deu de ombros –
- Bem, você poderia continuar
ensaiando comigo – Lia sugeriu –
- Você canta ou toca? – Alice
não estava surpresa por aquilo com certeza Lia com sua aparência rockeira
tocava algo pelo menos para impressionar, mas ela que já havia a chamado de perdedora resolveu perguntar aquilo? –
- Toco. – ela sorriu e mordeu o
lábio – Guitarra – ela suspirou –
- Eu canto, daríamos uma boa
dupla hein? – Alice sorriu para Lia –
- Somos uma boa dupla. – Lia
riu – não me lembre que eu disse isso, o.k? – ela pediu –
- Eu nem ouvi o que você falou.
– Alice gargalhou –
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- O que um músico precisa? – o
professor Clarkson perguntou encarando os alunos –
- Voz. – todos disseram como se
fosse obvio –
- Atitude. – Roberta disse –
- Errado senhorita Messi . – o
professor disse de imediato – É preciso coragem, o que é diferente de atitude.
É preciso se jogar mesmo sem saber se alguém vai nos segurar, se vamos ter onde
cair. – ele explicou –
- Mas não adianta ter coragem
se não tomar nenhuma atitude. – Roberta retrucou –
- Saia da minha sala, por
favor. – o professor pediu e a boca de Roberta abriu em um perfeito 'O'
- O que eu fiz? – a loira
perguntou –
- Apenas acho que você não está
se encaixando na turma que deve e tem o direito de assistir minha aula. – o
professor respondeu erguendo o queixo e apontando para porta. Roberta bufou e
saiu pisando duro. Definitivamente isso não é para ela –
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Tomás andava ao lado de Manu
observando as paisagens da cidade que nunca dorme. A cidade era muito bonita e
estava mais bela justamente por estar no outono.
- Então, quando você se mudou?
– ele perguntou a Manu –
- Há 3 meses, meus pais me
despacharam para cá. – ela riu – E então você veio pra por que? – Manu colocou
as mãos no bolso do seu casaco e o olhou –
- Eu vim para Julliard, eu
participava de uma banda.. – ele deu de ombros e olhou para as luzes da Time
Square –
- Ah, eu vim para Julliard
também. – ela sorriu enquanto olhava para baixo – Tinha namorada? – ela
perguntou –
- Não. – um sorriso esperançoso
surgiu no rosto dela – Ainda tenho, e sempre terei. – ele sorriu bobo como um
apaixonado faz acendendo dentro de Manu uma chama de raiva –
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Diego estava tomando um suco
com Pedro. Os dois nem sabia o que fazer da vida ainda.
- Bem, poderíamos abrir um
negocio.. – Diego sugeriu pensativo –
- De quê? De desempregados? – o
moreno resmungou –
- Não.. algo meio a nossa cara.
– o outro continuou pensativo – O que nós sabemos fazer? – ele pôs o dedo no
queixo mostrando que estava pensando –
- Eu não sei fazer nada. – Pedro
deu de ombros –
- Espero, podemos arranjar um
trabalho, qualquer bico. – Diego deu de ombros –
- Estão falando de trabalho,
meus jovens? – um senhor imponente perguntou –
- É, estamos. – Diego assentiu
–
- Tenho trabalhos disponíveis
na minha casa, mas não são para garotos como vocês.. – o senhor disse
sentando-se ao lado de Pedro –
- Quais são? – Pedro perguntou
ansioso –
- Jardineiro e motorista. – ele
respondeu os fitando –
- Uhmm.. estamos interessados,
mas temos condições. – Pedro tomou a frente da negociação –
- Que condições seriam? – o
senhor perguntou arqueando a sobrancelha –
- Pagar uma faculdade para nós.
– Pedro e Diego em uníssono –
- Isso é fácil, claro que
pago.. qualquer uma! – o homem ajeitou o bigode e estendeu a mão para os
rapazes –
- Somos seus novos empregados.
– Pedro disse sorrindo falso e apertando a mão do senhor. Diego fez o mesmo.
Que enrascada eles estavam se metendo –
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- Qual o seu problema com o
rosa? – Alice resmungou para Lia –
- Nenhum. – Lia respondeu –
- Sabe, preto não é uma cor tão
ruim assim.. – a loira sentou na cama de Lia –
- Está tentando me balujar? –
Lia retrucou –
- Só estou expressando minha
opinião. – a loira retrucou levantando – Por que você é tão bipolar e chata? –
ela reclamou indo para o banheiro –
- Porque eu sou parecida com
você. – Lia respondeu rindo –
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“- Tomás? – a voz de Carla
começou a ficar tremula sinal que ela ia chorar –
- Oi Carlinha. – ele sorriu de
orelha a orelha ao ouvir a voz da namorada –
- Como foi a viagem? Você já se
alimentou? Tá bem? – ela disparou –
- Foi mais ou menos. Já me
alimentei. Tudo. – ele riu ao ver que ela suspirou tranquila –
- E então o que está achando da
cidade? – ela perguntou –
- É bonita, não mais que você,
mas é bonita. – ele comentou malicioso e ela gargalhou – E tudo por ai como
vai? – perguntou curioso –
- Vou bem . – ela respondeu
simplesmente – E então conheceu alguma nova yorkina? – ela perguntou enciumada
–
- Conheci uma brasileira
chamada Manu. – ele deu de ombros e viu que Manu acenou –
- E ela tem namorado? – Carla
já perguntou enciumada –
- Não sei, não perguntei. – ele
resmungou –
- Ah, então pergunte quando
encontra – lá! – Carla ordenou –
- Na verdade, ela está ao meu
lado.. dividimos o quarto – ele gaguejou e Carla berrou –
- O que? Você não alugou um
apartamento sozinho? – ela continuou esbravejando –
- Você não confia em mim? – ele
perguntou –
- Não! – ela gritou e ele
mordeu o lábio. Como pode existir um relacionamento sem confiança? Depois de
tudo que eles viveram como ela não podia confiar nele? –
- Desculpa Carla, tenho que
desligar. – ao terminar de falar, ele desligou a chamada e jogou o telefone do
lado - ”
E então ele olhou para o porta
- retrato que tinha uma foto dele e dela. Não dava mais pra continuar, não com
essa distancia, não com essa desconfiança..
{CONTINUA}
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