segunda-feira, 18 de março de 2013

Capitulo 02 ~ Meu sonho.


Doloroso mesmo é o fim. Cada um se vira e segue seu caminho e mais dolorosa ainda é aquela sensação de que tudo podia ter sido diferente.
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Carla estava terminando de guardar suas roupas no armário quando encontrou uma foto sua com Tomás, as lágrimas começaram a cair.
- Eu sinto sua falta. – ela sussurrou para ela mesma –
- Está tudo bem? – um menino com jeito sexy entrou –
- Oh sim. – ela limpou as lágrimas rapidamente e sorriu –
- Sou Caio. – ele estendeu a mão para ela –
- Sou Carla. – ela sorriu para ele –
 - Quem foi o idiota que te fez chorar? – Caio perguntou cruzando os braços –
- Na verdade, eu estou chorando de saudades dele que teve que ir embora. – Carla respondeu limpando as lágrimas com as costas da mão –
- Uhm, ele não é tão idiota assim.. – Caio riu –
- Ele não é idiota. – Carla retrucou revirando os olhos –
- Tá, tudo bem. – ele suspirou –
- Eu sinto muito se estou sendo grosseira. – Carla tocou o ombro do garoto que recuou –
- Não está sendo, pode ficar tranquila. – ele sorriu de canto –
- Obrigada Caio. – ela limpou as lágrimas e sorriu –
- De nada, Carla. – ele riu zombando dela – Então, quer um milk-shake.. eu pago! – ele sorriu firme –
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- É acho que seria uma boa. – ela sorriu de canto –
- Então, você tinha uma banda? – Lia perguntou enquanto tomava um gole de seu expresso-
- Claro, mas depois que viemos pra cá não sei como vai ficar... – Alice deu de ombros –
- Bem, você poderia continuar ensaiando comigo – Lia sugeriu –
- Você canta ou toca? – Alice não estava surpresa por aquilo com certeza Lia com sua aparência rockeira tocava algo pelo menos para impressionar, mas ela que já havia a chamado de perdedora resolveu perguntar aquilo? –
- Toco. – ela sorriu e mordeu o lábio – Guitarra – ela suspirou –
- Eu canto, daríamos uma boa dupla hein? – Alice sorriu para Lia –
- Somos uma boa dupla. – Lia riu – não me lembre que eu disse isso, o.k? – ela pediu –
- Eu nem ouvi o que você falou. – Alice gargalhou –
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- O que um músico precisa? – o professor Clarkson perguntou encarando os alunos –
- Voz. – todos disseram como se fosse obvio –
- Atitude. – Roberta disse –
- Errado senhorita Messi . – o professor disse de imediato – É preciso coragem, o que é diferente de atitude. É preciso se jogar mesmo sem saber se alguém vai nos segurar, se vamos ter onde cair. – ele explicou –
- Mas não adianta ter coragem se não tomar nenhuma atitude. – Roberta retrucou –
- Saia da minha sala, por favor. – o professor pediu e a boca de Roberta abriu em um perfeito 'O'
- O que eu fiz? – a loira perguntou –
- Apenas acho que você não está se encaixando na turma que deve e tem o direito de assistir minha aula. – o professor respondeu erguendo o queixo e apontando para porta. Roberta bufou e saiu pisando duro. Definitivamente isso não é para ela –
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Tomás andava ao lado de Manu observando as paisagens da cidade que nunca dorme. A cidade era muito bonita e estava mais bela justamente por estar no outono.
- Então, quando você se mudou? – ele perguntou a Manu –
- Há 3 meses, meus pais me despacharam para cá. – ela riu – E então você veio pra por que? – Manu colocou as mãos no bolso do seu casaco e o olhou –
- Eu vim para Julliard, eu participava de uma banda.. – ele deu de ombros e olhou para as luzes da Time Square –
- Ah, eu vim para Julliard também. – ela sorriu enquanto olhava para baixo – Tinha namorada? – ela perguntou –
- Não. – um sorriso esperançoso surgiu no rosto dela – Ainda tenho, e sempre terei. – ele sorriu bobo como um apaixonado faz acendendo dentro de Manu uma chama de raiva –
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Diego estava tomando um suco com Pedro. Os dois nem sabia o que fazer da vida ainda.
- Bem, poderíamos abrir um negocio.. – Diego sugeriu pensativo –
- De quê? De desempregados? – o moreno resmungou –
- Não.. algo meio a nossa cara. – o outro continuou pensativo – O que nós sabemos fazer? – ele pôs o dedo no queixo mostrando que estava pensando –
- Eu não sei fazer nada. – Pedro deu de ombros –
- Espero, podemos arranjar um trabalho, qualquer bico. – Diego deu de ombros –
- Estão falando de trabalho, meus jovens? – um senhor imponente perguntou –
- É, estamos. – Diego assentiu –
- Tenho trabalhos disponíveis na minha casa, mas não são para garotos como vocês.. – o senhor disse sentando-se ao lado de Pedro –
- Quais são? – Pedro perguntou ansioso –
- Jardineiro e motorista. – ele respondeu os fitando –
- Uhmm.. estamos interessados, mas temos condições. – Pedro tomou a frente da negociação –
- Que condições seriam? – o senhor perguntou arqueando a sobrancelha –
- Pagar uma faculdade para nós. – Pedro e Diego em uníssono –
- Isso é fácil, claro que pago.. qualquer uma! – o homem ajeitou o bigode e estendeu a mão para os rapazes –
- Somos seus novos empregados. – Pedro disse sorrindo falso e apertando a mão do senhor. Diego fez o mesmo. Que enrascada eles estavam se metendo –
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- Qual o seu problema com o rosa? – Alice resmungou para Lia –
- Nenhum. – Lia respondeu –
- Sabe, preto não é uma cor tão ruim assim.. – a loira sentou na cama de Lia –
- Está tentando me balujar? – Lia retrucou –
- Só estou expressando minha opinião. – a loira retrucou levantando – Por que você é tão bipolar e chata? – ela reclamou indo para o banheiro –
- Porque eu sou parecida com você. – Lia respondeu rindo –
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- Tomás? – a voz de Carla começou a ficar tremula sinal que ela ia chorar –
- Oi Carlinha. – ele sorriu de orelha a orelha ao ouvir a voz da namorada –
- Como foi a viagem? Você já se alimentou? Tá bem? – ela disparou –
- Foi mais ou menos. Já me alimentei. Tudo. – ele riu ao ver que ela suspirou tranquila –
- E então o que está achando da cidade? – ela perguntou –
- É bonita, não mais que você, mas é bonita. – ele comentou malicioso e ela gargalhou – E tudo por ai como vai? – perguntou curioso –
- Vou bem . – ela respondeu simplesmente – E então conheceu alguma nova yorkina? – ela perguntou enciumada –
- Conheci uma brasileira chamada Manu. – ele deu de ombros e viu que Manu acenou –
- E ela tem namorado? – Carla já perguntou enciumada –
- Não sei, não perguntei. – ele resmungou –
- Ah, então pergunte quando encontra – lá! – Carla ordenou –
- Na verdade, ela está ao meu lado.. dividimos o quarto – ele gaguejou e Carla berrou –
- O que? Você não alugou um apartamento sozinho? – ela continuou esbravejando –
- Você não confia em mim? – ele perguntou –
- Não! – ela gritou e ele mordeu o lábio. Como pode existir um relacionamento sem confiança? Depois de tudo que eles viveram como ela não podia confiar nele? –
- Desculpa Carla, tenho que desligar. – ao terminar de falar, ele desligou a chamada e jogou o telefone do lado - ”
E então ele olhou para o porta - retrato que tinha uma foto dele e dela. Não dava mais pra continuar, não com essa distancia, não com essa desconfiança.. 

{CONTINUA}


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